Por onde andam as esquerdas em Ananindeua?
Há muito tempo os partidos de esquerdas já não falam a mesma língua em nosso município. De maneira gradual, tenho percebido que o espaço conquistado em anos anteriores em que o PT, por exemplo, chegou a ter dois representantes no legislativo municipal, vem se desmoronando de maneira inconteste. Talvez isso se dê ao fato de os objetivos comuns ficarem no segundo plano em detrimento às vaidades individuais. Nunca se viu uma oposição tão apagada na última década, como vemos hoje. Afinal pra que servem as oposições se não se entendem como oposições? O que percebo é que os partidos de esquerda serviram durante esse tempo todo, como meros coadjuvantes no processo político de Ananindeua. Negociar ideologia é diferente de negociar partidos. O PT não conseguiu se alinhar politicamente para seguir um projeto individual de tentar eleger Luis Freitas, como Prefeito de Ananindeua, por duas vezes consecutivas quando se sabia claramente de suas remotas chances mas que veio a favorecer à uma pequena cúpula petista, tanto que conseguiu uma Secretaria municipal. O último representante Kley Alves, não conseguiu se reeleger, mesmo porque muitos petistas duvidavam do seu "esquerdismo". Os partidos de esquerda não conseguiram polarizar um único nome como candidato ao Executivo, prejudicando e muito a candidatura do Professor Beto Andrade que veio a ser a bola da vez nesse processo. O grande problema é que uma andorinha só não faz verão. Acredito que pra fazer pelo menos um representante em nosso legislativo, as esquerdas precisariam repensar seus trajetos. Talvez o maior problema das esquerdas não seja partidário mas ideológico mesmo. Ou se modernizam enquanto formadores de opinião ou estarão fadados a mais um vexame nas urnas tal qual em 2016 onde não conseguiram eleger seus candidatos ao executivo municipal e muito menos fazer um Vereador sequer. Os partidos de esquerda têm que se alinhar politicamente e tentar entender que o Brasil de hoje não é mais aquele de 30, 40 anos atrás. É necessário uma auto avaliação do papel fundamental da contestação, desde que de forma responsável e sem detrimento às vaidades desnecessárias quando, o todo, é mais importante do que tudo isso recuperando, assim, a credibilidade necessária para a reconquista de todo esse espaço perdido.

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