O DESAFIO DE HELDER BARBALHO, ALÉM DE FAZER UM BOM GOVERNO, É CUMPRIR OS ACORDOS DE CAMPANHA.
Passada a fase das
eleições, depois de um embate eleitoral difícil e acirrado, o governador eleito
Helder Barbalho, precisa recompor suas forças para um desafio ainda maior,
manter a governabilidade de seu mandato e cumprir os acordos fechados durante a
campanha.
Helder, apesar da
experiência administrativa, precisará recompor as forças de seu legado
político, montando uma equipe de transição de alto nível técnico, para tomar
ciência da verdadeira situação financeira de nosso Estado. Quanto a esse
aspecto vemos, por exemplo, nomes como os de Ivete Vaz e Leila Freire que
foram, respectivamente, Secretárias de saúde e Educação no município de
Ananindeua nas quais fizeram uma gestão muito boa em ambas as pastas.
Percebemos a
maturidade do novo governador, ao tirar lições da fracassada campanha de 2014
onde conflitos internos e briga de egos, estavam entre os principais problemas
que o fizeram sair derrotado. Nesse novo cenário, a disputa por cargos tem sido
o baluarte de seus desafios. Encontrar caminhos em que possa agregar os
diversos grupos políticos que se formaram ao seu redor é fundamental para o
sucesso de seu mandato.
Sua boa convivência
com a Assembleia Legislativa, dependerá de um nome que possa compor o diálogo,
inclusive com a oposição. Seria um nome do MDB? Ou seria um nome de fora do
núcleo MDBista com o objetivo de ampliar o raio de ação governamental?
Quando se encerra uma
campanha vitoriosa como a de Helder, vem as pressões de quem o ajudou nessa
lida política. Vereadores, Deputados, empresários, líderes comunitários querem
o seu reconhecimento e seu quinhão dentro do enredo de um novo mandato. Talvez
a ciência do “toma lá, dá cá”, apesar de meio fora de moda, ainda interfira
dentro desse processo. Apostem suas fichas, joguem suas cartas e aguardemos os
novos desafios de um novo governo. RENOVAÇÃO e PLURARIDADE talvez sejam duas
palavras-chaves que possam fazer com que Helder esqueça os velhos dogmas políticos
e passe a governar, efetivamente, para o povo do Pará. Que venham os desafios
então.

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